sábado, 31 de outubro de 2009

Falso "sobre mim" :

Posso ser qualquer uma
mas sou única
sei quem me estima
e sei quem me prejudica.

Mas não sei o que vai no teu pensamento,
vejo o futuro tão cinzento
e esta ponte começa a oscilar.

Tenho vontade de dar um passo atrás,
pois em frente não há solo,
mas não sou capaz
e então permaneço na beira
com saudades de uma lareira
e um café pouco frio
que me aquecessem
aqui olhando para o rio.

A ponte não é das modernas,
é feita de podre tábua
e quando me sento na ponta
para descansar as pernas,
tábua mole e meio torta,
pedaço de arvore morta
ensopada de mar,
embora a distância entre eles seja muita
a força natural deste pode até matar,
se eu cair terei uma luta
que nunca poderei ganhar.

2 comentários:

  1. Gostei muito deste poema. Muito meditativo...
    Tenha um bom dia.
    Um abraço
    João

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