quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Macabro

Pensa em algo que ninguém te diria.
Se pensares um pouco se calhar já disse.
Pensa em algo que ninguém fará por ti.
Mas garanto-te: Eu faria!
Ou morria tentando...

Eu tento fazer do nosso tempo
o melhor tempo,
o mais bem aproveitado,
o mais feliz.
Gasto imenso tempo a pensar em nós,
gastarei o quanto ainda me for necessário.
E me é muito.
Mas não correspondo às expetativas.
Tudo indica que não.
Senão, porquê esta solidão?

Sou como aquelas músicas intermináveis,
que nunca param de evoluir e surpreender,
e são perfeitamente harmoniosas,
mas podem parecer entediantes.
Sabes que adoro o estilo progressivo,
e a sério que me esforço por também ser assim.

És a minha bateria,
a razão de eu querer recuar de todos os precipícios.

Um sorriso teu:
A origem do meu.
Um sinal teu:
Motivo para seguir.
Um abraço teu:
Amostra de paraíso.
Um conselho teu:
Turbo para mim.
Silêncio teu:
motivo de preocupação.

Não sei respirar,
não sei comer,
enfim... viver...
Sem ti não.

Mesmo que o fizesse,
não teria a pior piada.
Sem ti o chocolate sabe a palha...
Até porque só sinto o sabor das minhas lágrimas.
O coração quer bater
mas só falha.

Mas se estás comigo
tudo eu consigo.
Tudo eu invento,
para tudo arranjo forma.

Prendam-me! É ilegal!
Excesso de vontade!
Excesso de amor!
Excesso de saudade!
Excesso de apego!

Acredita que eu tento,
fazer que enquanto comigo, todo o teu tempo
seja o mais apreciado possível.
Porque é difícil viver sem ti.

Péssimo viver sem ti.
Desastroso viver sem ti.
É macabro viver sem ti.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tenho de saber

Pensar que a espera é inútil
é ser mal agradecida.

Mesmo que seja inútil,
que eu nunca descubra,
pois será sinal que morri fiel.

Esperar agrada-me
e enquanto o faço imagino
o reencontro,
os mil sentimentos num só sorriso,
as milhares de recordações
num só neurónio.

Era bom estar contigo.
E será ainda.
Sempre.

Se não existir mais um momento,
existirá sempre o eterno pensar em ti,
no horizonte a passar.
Vejo tudo de novo,
por segundos me entristece,
mas eu sei que vamos estar lá novamente.
Tenho de saber.
Se não souber enlouqueço.

sábado, 29 de novembro de 2014

De ti preciso

Confirma-se.
Estou pronta para mais histórias tuas.
Mais desculpas,
tantas quanto a tua imaginação conseguir destroçar.
Meus ouvidos preparados.
Meus lábios bem pregados.
Nada te irá interromper,
nenhuma prova vai encostar-te à parede.
Nenhuma frustração,
nenhum "Estou farta".

Fala tudo
e encomenda mais.
Se nem o perdão queres,
como podes querer outra coisa?
Fala.
Algum limite acharás.

Porque tenho de ser diferente?
Porque oxigénio não é suficiente para mim?
Há sempre a necessidade de ti.

Não é que eu esteja farta,
pois fartar e desistir é morte certa.
Preciso de ti.
Até da indiferença.
E no dia mais frio,
nem que seja para me congelares mais.
Quando estou doente.
Mesmo que seja para adoecer mais.
Qualquer que seja a situação,
preciso de ti.

Haverá alguma forma de entenderes
o quanto me magoas?
O quanto se torna o fim do meu mundo
cada mínima coisa que fazes?

Mesmo que não haja forma,
preciso de ti,
desse mau humor,
dessa rispidez.
Dá-me tudo isso,
porque de ti preciso.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A praga

Até mesmo o algures tornou-se certo,
o alguém, específico,
o algo, único.

Mas sou dispensável para ti,
e sou dispensada sempre.
Insisto na esperança de algo mudar,
mas só aumento o teu grau de ódio.
Quando algo tão simples quanto agarrar algo se torna difícil
é sinal que já há pouco a fazer.
Os objetos fogem como tu de mim.
O esforço é sempre vão,
mas no teu caso, não existe operação.

E eu pude ver todas as árvores caírem em cima de mim,
rachadas por raios de raiva tua,
que outra razão haveria para os ver só em minha direção?
Impossível realizar o teu desejo,
impossível eliminar-me de ti,
sou a praga mais prolongada na tua vida,
não para envenenar,
mas amar.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O sim

Sinto-me uma parva,
que não sabe fazer nada
sem ter a tua opinião primeiro,
não quero desagradar-te,
ferir-te, desapontar-te.

Mas teu tempo disponível
pra mim é um segundo,
o segundo mais bem aproveitado.
o segundo mais multiplicado.
E é nesse que decides romper
todos os outros compromissos.

Eu nunca perguntei pra não parecer chata,
mas quando perguntaste eu respondi SIM!
O sim mais sincero que ouviste.
O sim mais infantil,
com um sorriso tão dependente de ti.

A pergunta que accionou o coração,
tirou-o do estado de dormência.

domingo, 19 de outubro de 2014

Implora-se

A lágrima enrola
naquele que é o cúmulo
de coração trémulo.
É cedo para ter longe.
Cedo para dar o último beijo,
sussurrar o último amo-te.
Cedo para ficar sem a base,
sem a alegria contagiante,
o pilar da casa.

A autoridade,
que tanto chateou
agora implora-se
que fique para sempre.

O sorriso triste implora-se que saia,
a dor funda,
o nó de lágrimas engolidas
para não verem chorar.
Revestir de ferro
e ternura, para confortar,
mas dentro em pedaços.
Sentimento de estar a perder o chão.

Ter alguém na frente
e saber que em breve só estará na mente
é deprimente,
impossível de se aguentar sozinho.
É isso que quero dizer,
que vamos passar por cima.

Flores.
Imensas flores.
Pra quê?
Ela não consegue ver nem uma delas.
Mas recebe-as como nunca na vida.
Rostos paralisados ou com caretas
próprias de quem não consegue controlar o choro,
acompanham a cena mais desnecessária
que um humano tem de assistir.

Perder os dois tão cedo é demais,
desculpa, mas tenho ainda os dois pais,
e posso partilhar contigo,
mas não é suficiente.
De qualquer forma posso ser mais,
embora saiba que tens por onde te poder virar,
deixa que eu também possa te amparar.

Se ser mãe é cuidar
cuidarei,
se é aconselhar,
farei,
se é preocupar,
já faço,
se é amar,
já faço há muito,
se é perdoar,
faço sempre.
Também posso fazer comida,
aconchegar os cobertores.

É uma necessidade minha
cobrir as tuas necessidades.
Estou aqui,
não vou fugir,
não por minha iniciativa.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pausa que dor causa

Ainda tenho o teu número nos meus contactos.
Não que tencione ligar-te, ou que eu espere que tu me ligues...
Simplesmente é difícil responder sim ao: "Deseja apagar?"
e há na minha mente um talvez.
Um talvez de um dia me poder orgulhar
de que voltemos a falar
e eu possa dizer que nunca apaguei o teu número.
Mas é duro, estar à procura de um contacto e deparar com o teu,
que me faz pensar: "Porque já não falamos?"
Faz vir o aperto de lágrimas aprisionadas,
engolidas por um "vá, continua a procurar por quem querias telefonar."

É também duro pensar que o meu número foi
certamente apagado por ti na primeira oportunidade.
Gostava mesmo de entender o que fiz mal,
para poder fazer mil vezes o contrário,
mas nem a isso tenho direito...
Só há o dever de não te incomodar,
pensas que tudo em mim é hipocrisia,
deixa que te diga que realmente te valorizei, segredos revelei,
com a certeza de estarem imperturbavelmente adormecidos,
mas agora não há ligação entre nós,
não sei se vão ser espalhados, alterados.

Tu tens o dom ridículo de apagar rápidamente
pessoas da tua mente.
Eu tenho o dom de deixar as que quero permanentemente,
talvez também ridículo, quando com as erradas,
mas para mim não são erradas,
já em algum momento provaram merecer parte de mim
E embora agora mudem de ideias, não conseguem contagiar-me.

O que queria que tivesses a certeza é de que estou aqui,
e não sei que fazer ao te ver na rua,
mas se não te abraçar sabe que é só por não saber se tu aceitarias.
Por mim nunca teríamos esta pausa.
Pois é uma pausa que dor causa.

Quero acreditar ser só uma pausa...

sábado, 5 de julho de 2014

Nunca é estúpido

Começaram a dizer que era estúpido
amar tanto assim.
Nunca daria lucro,
só prejuízo.
Mas eu não queria ganhar
nada mais do que contigo estar.

Pessoas deixam de se preocupar
com a saúde mental
por demais amar.
Mas não amar e ser frio
também não é o ideal,
é um estado que eu nunca quero alcançar.
Nem entendo os que alcançam.

Amar é mesmo levar com os pés,
mas sentir que um pontapé é um afago,
que uma ofensa não é grande estrago.

Amar é perseverar,
Nunca fartar de apagar
a mágoa que causam,
nunca concluir que nos ignoram,
mas que estão distraídos,
estão em pensamentos entretidos.

Mas lamento, o também ter sentimentos
frágeis que vez por outra, machucam-se
com ações ou frases
que não educam.

Mas nunca é estúpido
sofrer por amor,
nunca é burrice
persistir nesta dor.

domingo, 15 de junho de 2014

Jamais com bolor

Queria acordar, mas não havia sonho,
queria falar, não haviam palavras,
queria andar, não haviam pernas.
Havia sim um aperto
ao viver um pesadelo desperto,
num constante deserto
sem areia como companhia.

Continuo a pensar que um dia vais voltar,
numa volta vitalícia
me descansar de que agora nada se modifica,
tudo se manterá na linda rotina
de quem tudo tinha
só por ter alguém ao lado.
Esperança infinita
e amor jamais com bolor,
é o que eu consigo guardar
o tempo necessário,
o tempo que necessitares
para ter saudade desta que nunca te detesta
qualquer que seja a ofensa.
Se nunca for assim
prefiro acreditar numa mentira,
que seja então uma mentira para sempre adiada,
e que eu nunca tenha a certeza dessa verdade
para assim poder continuar ignorante,
mas confiante

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Melancólico duo

Dou por mim na mesma mesa,
com a mesma música,
a mesma imagem na cabeça.

Ainda tenho uma coisa que é minha: o coração,
ele ainda bate se ouvir com atenção.

A vida me rasga e eu ainda retribuo,
ela ainda me chama para um melancólico duo,
e o coração quer estar contigo,
quer mostrar-te os detalhes que eu não consigo.

Deparo-me com ele fora de mim
vadiando à tua volta.

Sou eu quem o conduz?
Será puro o que eu procuro?

Ok, o coração já não apanho,
está por aí como que dominado por uma doença,
mas ainda há algo que é meu:
o sonho de ter algo que me pertença.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Não quero anular

Tenho de admitir:
Perdi.

Perdi  o medo de ter medo,
assim deixo de ter algum.

Te segredo
que já não tenho medo
do que farás ao meu segredo.
Sorrisos te estendo,
é certo que eu não entendo
o mundo em que escolhes viver,
é também certo que não vendo
não consegues avistar,
e eu não vendo
o que me queres comprar.
Deu trabalho a ter,
levou tempo a valorizar,
mas não levou tempo para te inscrever
no meu coração que quer
de longe que estejas mais perto.

Mas viver é um aperto
que te deixa insensível
a mim e a nós.

A cada minuto que passa,
passa também a oportunidade de te falar,
de te confessar que és o erro que não quero anular.
Quero antes repetir sem parar.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Amar-te faz parte

Conta comigo.
Não, não é para fazeres contas comigo.
Mas para vires ter comigo,
com a confiança de que tudo
ficará bem depois.

Eu sinto a tua falta
como uma criança ainda de fralda
que precisa da mãe,
por quem
tem um amor que não acaba mais.

Por mais difícil que se torne amar-te
o meu grau de dificuldade será sempre alto,
porque amar-te faz parte
dos elétrons de oxigénio que quero inalar.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Na noite

Nessa noite em cidade oca,
a falta de educação da multidão sufoca
e a frieza de um mundo desonesto
leva-me a correr com mais força.
Mas na tua direção.

Cansa,
mas agora corro com objetivo.
És demasiado objetivo
para seres meu objetivo,
mas ainda assim,
corro atrás de ti.

Talvez a minha direção esteja desalinhada.

Numa noite em cidade louca
a vontade de andar é pouca.

Numa noite em cidade rouca
a lua tua cara foca,
as luzes rápidas se cruzam,
da nossa paciência abusam.

E é na noite que a cidade convoca
todo aquele que olhares troca.

É na noite que se evaporam
todas as lágrimas
que ninguém quis chorar.
É no silêncio da noite
que todo o ruído faz o coração saltar.

Também é na noite
que a recordação de ti é mais forte.

És de uma compatibilidade assustadora,
de uma beleza que esfola os olhos!
Mas andas numa estrada
em constante derrocada...

Sinto-me derrotada.

domingo, 27 de abril de 2014

Amamos

Às vezes amamos quem não deviamos,
e não amamos quem se esforça por ter nosso amor.
Amamos quem não queriamos,
amamos o que nos deixa de cara na almofada.
Amamos quem não quer receber nada,
e então não pode corresponder.

E não apercebemos dos que nossa atenção imploram.

Amamos quem não tolera amor,
amamos com toda a força os que choram pedindo que paremos a perseguição.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ladra

Quão feliz eu já podia ter sido
e não fui?
Sem dúvida muito.
Mas agora não faz diferença,
logo que te tenha sou feliz.
Sou bastante.
E ainda o sou mais ao confessar-te
o quanto me fazes feliz.
Sentir que sou algo mais que uma ladra de oxigénio .

Tudo acaba sempre no mesmo,
e o mesmo não é agradável.
O mesmo não é degradável
e isso faz dele sempre o profundo mesmo.
Imbatível mesmo,
que mesmo num ser frágil
não se compadece e o esmaga,
cerca de mil
o olhar degradam,
se afogam
e no rosto rolam
traçando um caminho para as próximas.

Travá-las?
Não é que eu não queira,
é que eu não posso.

domingo, 2 de março de 2014

Medrosa


É aquilo que eu penso que és,
o hipotético tu
que faz o patético eu
ser feliz,
desde a raiz.
Mas faço mal a mim,
ponho-me num estado depressivo
sem razão aparente.

Pai, ajuda-me,
sou uma medrosa,
um pico de rosa
que rasga a própria pétala.
Tu sabes quão funda é a escuridão,
e que não dá pra sair sem a tua mão
então eu suplico-te: Socorro!
Perfuma-me de coragem,
acode-me!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Replay?

Se fores à praia,
anda na areia molhada,
e lembra que ela já foi por nós pisada
enquanto giravamos com as mãos dadas
e ouviam-se gargalhadas.
Os pés descalços e arrepiados
deixando pesadas pegadas,
enfeitando com areia as unhas crescidas.
As bainhas arregaçadas e teimosas caíam,
as ondas vinham e levavam 
parte da areia dos pés.
A noite estava fantástica.
É esta a minha lembrança sempre que passo pela praia à noite.

Vestimos as meias com os pés ainda húmidos
e escondi um sapato teu,
mas não aguentei o riso ao ver teus olhos varrer o chão.

Não achas que isto merece um replay?

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fora do normal

Tenho a noção que preciso de ti
com uma necessidade fora do normal,
e que preciso da tua compreensão mais do que o normal,
pois amo-te com um amor fora do normal,
porque se fosse normal, não era tão grande,
não era tão profundo
e não preciso nem quero ser alguém normal.

Tu no fundo sabes que para mim não és normal.
Tenho medo que esqueças
que aguento todas as enxaquecas
desde que esteja a teu lado.
Tenho medo que esqueças que eu talvez
já não saiba viver sem a tua amizade,
e tenho medo que um dia não precises mais de mim,
então quero me esforçar por ser útil para ti
e fazer-te soltar esse sorriso
que nem sei como consigo.
Quero-te implorar que aceites sempre o meu perdão,
porque será sempre sincero e desesperado.
Terei sempre a vontade de te fazer as vontades,
e a vontade de te lembrar como és importante,
como me fazes ver que tudo vale o esforço,
tudo para o qual realmente me esforço.

E eu nunca serei normal e recuso-me a ser no que toca a gostar de ti,
talvez seja uma doença ainda por descobrir,
mas sim, sou doentemente apegada a ti,
e não quero encontrar a cura,
porque gostar assim tanto é o que me faz viver
com a força para ser alguém da tua amizade digna.

Obrigado por existires,
obrigado por insistires,
mesmo sem teres a noção
em ser tão importante para mim.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Duvida

Duvida sempre.
Duvida se o céu é azul,
se a noite é negra.
Duvida do óbvio, é essa a regra.
Duvida se o norte é sul,
duvida da vida,
da neutralidade do zero,
duvida se aloé vera é comida,
duvida de cada exagero,
duvida a cada dia do ano,
e se o sal é tempero,
se a gota da chuva é oval,
se o chocolate em excesso faz mal,
duvida se tudo é real,
mas nunca,
nunca duvides
que eu tanto te amo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Farei

Eu revia tudo na mente
como uma memória jamais revivida,
e talvez eu a tenha desejado muito,
mas agora o desejo não é maior que o medo.
Já tinha atingido o comodismo de não te ter...
E agora volto a ter...
Como reeducar-me quando te perder?
Oh não aguento,
vai-te de vez!
Vai, tu não vês que eu
já não precisava de ti?
Sei que infelizmente vai ser bom estar contigo,
mas vai-me levar aquilo que foi perdido
e já estava meio arrumado, 
anestesiado ou esquecido.
E agora tudo volta ao princípio.
É tudo uma verdade confusa que acaba em mentira.
Uma saudade que nunca foi mais que um:
"Não te suporto."
Ou talvez realmente pense que suporta,
mas só umas horas.

Sempre te mimei,
e hoje ainda farei,
depois de refletir sei que é o correto.
Se para ti está tudo bem,
deixa continuar assim.

Que queres mais?
Farei.
Mas porque tens de querer tanto fazer-me sofrer?
Bem, é para sofrer não é?
Então bora lá!